Cento Cultural para a cidade de Cuiabá

Proposta realizada na disciplina de Projeto IV na Universidade do Estado de Mato Grosso Cuiabá / Brazil / 2013

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O presente terreno proposto para a elaboração de projeto é localizado na cidade de Cuiabá, capital do estado do mato grosso. O clima é variavelmente com temperaturas elevadas na maior parte do dia e os níveis pluviométricos baixos durante o período anual. Como ponto de partida para a idealização projetual, estruturamos ideais baseadas em bibliografias arquitetônicas conhecidas. Projetos como o Instituto Árabe na França, um centro cultural a qual tenta expressar a cultura árabe em meio às ruas de Paris contrapondo a arquitetura moderna vigente na época e o Ministério de Educação e Cultura no Rio de Janeiro também conhecido como Edifício Gustavo Capanema que foi uns dos marcos arquitetônicos da historia moderna nacional a qual busca em toda a sua espacialidade expressar soluções que iam alem do convencional (para a época) que transmitissem a leveza e grandiosidade, seu pé direito é monumental comparado aos prédios construídos neste período a noção de grandiosidade foi mais enfatizada com a presença de grandes pilotis que podem ser vistos por toda a fachada da edificação já que este dispõem de um sistema de bloqueio a radiação solar conhecido como brise-soleil. Ou seja, a espacialidade que tais obras trazem e se interagem com seus partidos foi o que concretizou nossos ideais de como partiria nossa concepção primaria. A área livre para a edificação no terreno proposto para essa disciplina é consideravelmente vasta em toda sua extensão com poucas curvas de níveis dando uma liberdade grande a obra, então foi proposto assim trabalhar como a relação entre interior e exterior, foi criado uma atmosfera em que a obra arquitetônica e o lado paisagístico se comunicassem e que esta não seria perdida, foi proposto assim formas orgânicas contrapondo materiais pesados como concreto armado e grandes placas de Cobogó presentes no Edifício Cultural. O clima foi um grande influenciador das formas e de como trabalhar as fachadas em relação a sua posição com o norte, o paisagismo criado foi de um grande reflorestamento determinado por formas orgânicas e irregulares criando uma série de caminhos que se interligavam dando ao visitante uma liberdade de poder ir a qualquer lugar mas ao mesmo tempo ter o que fazer. Voltando ao clima foi proposta a intervenção de uma Lagoa na parte Leste para justamente amenizar o “ar” e o controle da temperatura envolta da edificação que junto com a ideia da consolidações de muitas áreas verdes provocaria um clima mais agradável ao local. A edificação principal, titulado de “Edifício Cultural”, é marcante pela sua volumetria graúda, atingindo mais de 20 metros de altura em uma de suas extremidades. Pode ser vista a quilômetros de distancia seu pé direito é elevado possuindo apenas 3 andares, concentra todo o lado cultural e artístico da obra com salas de exposições e ateliês o edifício pode abrigar todo um complexo de expressões à Arte. Outra característica marcante é o vidro em todo o seu perímetro, a utilização da iluminação natural foi um grande fator projetual, pois como se trata de um local aonde será fabricado, confeccionada, estuda e trabalhada Arte optou-se por essa solução de iluminação. Ela é controlada apenas por placas de Cobogó de aproximadamente 5 x 5 metros protegidas por placas de vidro para a impermeabilização interna do edifício. Ou seja, quisemos propor que o edifício venha a ser o marco arquitetônico e não somente algum elemento isolado para a contemplação regional, mas sim toda a obra em si. O Anfiteatro localizado ao sul do Edifício Cultural tem primeiramente uma forma diversificada do habitual, é uma semiesfera com um raio de mais de 20 metros atingindo em seu ponto mais alto aproximadamente 17 metros de altura, mais uma vez a monumentalidade é presente. O edifício é estruturado a partir de um eixo central e possui uma abertura de 10 metros de largura por 4 metros de altura justamente para convidar a todos a conhecer seu entorno porem esta é coberta por uma fatia de uma semiesfera que serve não só de um proteção mas também para incentivar o visitante a realmente ter que entrar para poder conhecer seu interior. Seu foyer é livre protegido apenas por um guarda corpo de alvenaria com 1,1 metros de altura, serve apenas de um saguão de entrada para que assim o visitante possa conhecer todo o perímetro interno da obra assim que entra nela. Por ser uma obra esférica sofre assim problemas acústicos, pois toda esfera tende a incidir em um ponto central, ou seja, um ponto central seria beneficiado com os sons emitidos, foram então propostas placas, estrategicamente colocadas e posicionadas, para que a reverberação dos sons sejam distribuídos adequadamente e igualitariamente, estas baseadas de acordo com as Normas Brasileiras Regulamentadores específicas para a qualidade de reprodução acústica de um ambiente como a NBR 10152 e a NBR 12179. Por fim e não menos importante foi sugerido um Restaurante interligado com o edifício principal para o fácil acesso ao setor de alimentação para quem está no Edifício cultural e também para a estruturação e sustentação deste. O edifício é estruturado em alvenaria e possui no seu interior uma parcial e considerável ligação com que acontece do lado de fora graças a suas grandes esquadrias todas de vidros transparentes. Um aquário para a apreciação de espécies nativas da região foi colocado à área destinada aos pratos para o self service, um jardim de inverno implantado em uma de suas recepções sugere um ambiente natural e de presente iluminação natural. Enfatizando esse cunho Naturalista a maior parte de seu perímetro é abraçado diretamente pela Lagoa, já apresentada, para frescor e otimização do clima do interior do ambiente e para quebrar as concepções de até aonde vai o limite de uma obra. Concluindo este possui uma área para eventos e shows ou apresentações de pequeno porte. Um palco foi proposto junto com uma área para o Bar e um abrangente espaço para mesas. Esta área possui as maiores esquadrias do ambiente localizado mais precisamente no domínio do “palco” tornando o que pode se ver La fora parte do espetáculo. Ou seja, as obras em si possuem cada uma um partido individual, porem, estas compartilham uma concepção igualitária de se interligarem e não interromperem os fluxos. Finalizando assim via-se necessário a interação diretamente da obra com o exterior, pois como as obras se ligavam e os acessos, até então, na Pré-concepção ficavam muito isolados aos acessos internos das construções foi então criado uma rua de acesso no meio do terreno ligando a Avenida Miguel Sutil com a sua paralela. Ou seja, ouve a inserção de um novo fluxo, na qual deste partiram mais acessos aos demais locais da edificação, como também as entradas para os estacionamentos e um acesso principal ao Restaurante, aumentando a influencia convidativa para atrair assim mais visitantes, contando também que este ganhou uma espacialidade mais fluída e flexível e era o resultado esperado. Este então é o projeto proposto para o Projeto IV da disciplina de Projeto Arquitetônico da Universidade do Estado de Mato Grosso.
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    O presente terreno proposto para a elaboração de projeto é localizado na cidade de Cuiabá, capital do estado do mato grosso. O clima é variavelmente com temperaturas elevadas na maior parte do dia e os níveis pluviométricos baixos durante o período anual. Como ponto de partida para a idealização projetual, estruturamos ideais baseadas em bibliografias arquitetônicas conhecidas. Projetos como o Instituto Árabe na França, um centro cultural a qual tenta expressar a cultura árabe em meio às ruas...

    Project details
    • Year 2013
    • Work started in 2013
    • Work finished in 2013
    • Status Unrealised proposals
    • Type Multi-purpose Cultural Centres / Theatres / Libraries / Cinemas / Dance academies
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