Concurso de ideias para a zona da Estação Castelo Branco | .dbA arquitectura

Castelo Branco / Portugal / 2008

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Suturas urbanas O princípio estruturador desta proposta tornou-se fundamentalmente criar ligações e percursos pedonais que atravessassem as vias existentes para criar uma maior unidade espacial do tecido urbano. A proposta engloba a integração de várias pré-existências associadas à linha de caminho-de-ferro (fábrica metalúrgica, estação da CP e equipamentos afectos a esta, bairro do Barrocal), não só com a malha urbana a propor, mas também com a já existente. Com efeito, estes elementos estiveram sempre desvinculados do centro urbano, ainda que geograficamente estivessem nele inseridos, dado o carácter puramente funcional e pouco representativo que lhes era dado. Pretende-se também criar uma zona de expansão da cidade para lá da linha ferroviária. Isto é induzido pela criação de uma nova via de circulação rodoviária estruturante, bem como de um túnel, que apesar de não estar aberto, está já construído. Esta nova zona constituirá uma ligação com o espaço não urbanizado, de valor paisagístico significativo. Deverá por isso respeitá-lo e gerar uma relação cidade-campo harmoniosa e equilibrada. Zona A Fábrica Metalúrgica, Estação CP e Prazol Os objectivos essenciais para esta área, afecta à linha de comboio e em contacto directo com o centro da cidade são a sua revitalização enquanto espaço de vivência urbana, dando-lhe novos usos e requalificando os espaços públicos que abrange. Zona B Terminal Rodoviário, novas instalações da PSP e zona de lazer Para esta proposta é pedida a implantação de dois equipamentos marcantes para os quais se detectou uma necessidade iminente a nível da cidade: um Terminal Rodoviário e novas instalações para a Polícia de Segurança Pública. Neste plano, eles situam-se nos terrenos da antiga fábrica de cortiça. Pretende-se uma articulação harmoniosa dos edifícios com a via de circulação recentemente criada, bem como com as zonas de expansão urbana que lhes serão adjacentes e com a linha de caminho-de-ferro. Zona C Expansão urbana de uso misto e baixa densidade em altura Pretende-se, com a configuração, escala e volumetria do edificado, dar uma certa continuidade morfológica à zona do terminal rodoviário. Sendo que os edifícios são de porte considerável, formando dois quarteirões abertos, e as suas alturas variam entre os cinco e os sete pisos, propõe-se para eles um uso misto, de modo a que o espaço possa ser utilizado durante 24 horas. A sua proximidade com o terminal de transportes, e simultaneamente um certo distanciamento em relação ao centro torna-o um local privilegiado, quer para trabalhar, quer para habitar, pela sua tranquilidade e fácil acesso. Zona D Expansão urbana de uso habitacional e média densidade Para esta zona foi definida como principal característica uma dicotomia tipológica entre edifícios de habitação colectiva de média altura (entre 3 e 4 pisos) e edifícios de habitação unifamiliar (2 pisos). Pretende-se também criar como complemento desta zona habitacional, bem como das que lhe são próximas, um centro social (assistência a crianças, jovens, idosos…), bem como um pequeno equipamento comercial de apoio. Zona E Consolidação urbana de uso habitacional, alta densidade e baixa altura O Bairro do Barrocal é uma das zonas críticas da intervenção. Tendo um carácter de habitação rural, encontra-se num enclave geográfico próximo do centro da cidade e foi desde sempre marginalizado através da barreira que constituía a linha ferroviária. Com a criação da nova via de circulação automóvel, o bairro perdeu a ligação que tinha com o meio paisagístico e tornou-se um território intersticial entre duas vias de comunicação. A partir da praça do hangar-mercado, charneira fundamental da zona em estudo pode-se aceder, quer à zona verde de lazer, quer ao outro lado da linha de comboio através de uma passagem aérea que termina na praça central do complexo da Metalúrgica. Percursos estruturantes de sutura São propostas três ligações fundamentais para cruzar a linha de caminho-de-ferro: duas aéreas (mercado-metalúrgica; cp-terminal rodoviário) e uma subterrânea (prazol-zona de lazer). Através dos percursos pedonais gerados por estes atravessamentos da linha ferroviária consegue-se uma maior percepção da leitura do espaço urbano para o utilizador. Conceptualmente, eles prolongam-se, quer em direcção ao centro, pela Avenida Nuno Álvares, quer direccionados ao campo, interligando em simultâneo as novas zonas de expansão, ou ainda unificando a zona da Metalúrgica com a praça da CP.
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    Suturas urbanas O princípio estruturador desta proposta tornou-se fundamentalmente criar ligações e percursos pedonais que atravessassem as vias existentes para criar uma maior unidade espacial do tecido urbano. A proposta engloba a integração de várias pré-existências associadas à linha de caminho-de-ferro (fábrica metalúrgica, estação da CP e equipamentos afectos a esta, bairro do Barrocal), não só com a malha urbana a propor, mas também com a já existente. Com efeito, estes elementos...

    Project details
    • Year 2008
    • Status Competition works
    • Type Urban and landscape plans
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