Casa Mororó

Campos do Jordão / Brazil / 2015

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The Mororó House is in a mountainous region, 180 km from the city of São Paulo, known for its low temperatures. The architecture sought to create generous internal spaces for the cold days, such as, for example, a cozy living room and an enclosed bathhouse with a pool, where the views can be appreciated while being protected by a skin of glass.


Externally, the same continuous volume creates a duality between an opaque block – where the living room, bedrooms and service areas are – and the transparent stretch of the heated pool and sauna. The volumetry of the house was given by a sixty-five meters extrusion of an icon-house, with pitched roof. Furthermore, an external wooden deck connects the spaces and creates a solarium to be used during the summer months.


In the opaque part of the volume, which is 50m long, the openings were minimized and used as sliding doors to intensify the integration between inside and out. This relation between empty and full in the façade allows for an excellent thermal performance, with a high degree of electric energy conservation. The transparent stretch is fourteen meters long and the internal ventilation was spatially designed to avoid condensation on the glass by the heated pool, which would harm the relation with the view.


The house was not situated on the top of a rugged site, as initially desired by the clients, but in its lowest part – in the midst of a beautiful forest of pine trees. This solution allowed the building to be surrounded by nature, creating an intimate relation with the site.


The initial premise of the project was to have a quick and cheap construction. Therefore, the architecture found industrialized solutions such as metal structures and steelframe walls. The site, despite high rainfall, remained always clean. Unlike the Brazilian constructive culture, few elements were made entirely on site, but instead mounted or assembled there. The time to build this house was less than the usual, even with the site’s difficult access.


The choice of the materials for the interiors, such as wood, made it a cozy house, like the traditional chalets in the mountains. Following the desires of the future residents, the kitchen could be integrated to the spaces via wooden sliding doors – that could be entirely opened. Thus, it was not only possible to design ample and continuous spaces on the inside, but also to have central spaces for the quotidian life which organized the house plan.


[PT]
A Casa Mororó fica em uma região montanhosa, a 180 km da cidade de São Paulo, conhecida por suas baixas temperaturas. A arquitetura buscou criar espaços internos generosos para os dias frios, como, por exemplo, a aconchegante sala de estar e um balneário coberto com uma piscina, de onde se aprecia a vista protegido por uma pele de vidro.


Externamente, um mesmo volume contínuo cria uma dualidade entre o bloco opaco – onde ficam a sala, quartos e serviços – e o prolongamento transparente da piscina aquecida e sauna. A volumetria da casa foi dada pela extrusão de sessenta e cinco metros de uma casa-ícone, com telhados em água. Além disso, um deck de madeira externo conecta os espaços e cria um solário para uso durante o verão.


Na parte opaca do volume, com cinquenta metros de comprimento, as aberturas foram minimizadas e usadas como portas de correr, para intensificar a integração entre dentro e fora. Essa relação entre cheios e vazios na fachada permitiu obter um excelente desempenho térmico, com alto grau de conservação energética. O trecho transparente tem quatorze metros de comprimento. A ventilação interna desse ambiente foi espacialmente projetada para evitar condensação do vapor da piscina aquecida no vidro, o que prejudicaria a relação com a vista.


A casa não foi implantada no topo do acidentado terreno, como queriam inicialmente os clientes, mas em sua parte mais baixa – no meio de um belo bosque de pinheiros. Essa solução permitiu envolver a construção com a natureza do entorno, criando uma relação intimista com o sítio.


A premissa inicial do projeto era fazer uma construção rápida e barata. Assim, a arquitetura se valeu de soluções industrializadas como a estrutura metálica e as paredes de steelframe. O sítio, apesar dos altos índices pluviométricos, se manteve sempre limpo. Ao contrário da cultura construtiva brasileira, poucos elementos foram feitos inteiramente in loco, mas montados no canteiro de obra. O tempo total da obra foi inferior ao padrão, mesmo em uma região de difícil acesso.


O uso de materiais internos, como madeira, fez da casa um lugar acolhedor, como são os tradicionais chalés das montanhas. Seguindo o desejo dos futuros moradores, a cozinha pôde ser integrada aos espaços por meio de portas pivotantes de madeira – que se abrem inteiramente. Assim, não só foi possível desenhar espaços amplos e contínuos no interior, como também lugares centrais da vida cotidiana que organizaram a planta da casa.

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    The Mororó House is in a mountainous region, 180 km from the city of São Paulo, known for its low temperatures. The architecture sought to create generous internal spaces for the cold days, such as, for example, a cozy living room and an enclosed bathhouse with a pool, where the views can be appreciated while being protected by a skin of glass. Externally, the same continuous volume creates a duality between an opaque block – where the living room, bedrooms and service...

    Project details
    • Year 2015
    • Work finished in 2015
    • Status Completed works
    • Type Single-family residence
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